Uma mente realmente brilhante

Quando terminei de assistir o filme Uma mente Brilhante, do diretor Ron Howard, cheguei a uma conclusão: Aquele era o melhor filme que eu já havia assistido. Com uma história de amor surpreendente e emocionante, a película realmente me emocionou.

O tempo foi passando e a minha admiração pelo filme continuava a mesma. Sempre que perguntado dizia, Mente Brilhante é o melhor filme que eu já vi. O que mais me impressionava no filme era a vitória do amor sobre a medicina. A cena final até hoje me emociona. Se pudesse, assisti-a todos os dias.

O que quero falar na verdade falar é sobre ficção e realidade, pegando como base a historia do filme, que por incrivel que pareça não é tão verídica. Os dois personagens não viveram aquela linda história de amor. Pelo que fiquei sabendo, até se separaram por um tempo. Quando descobri fiquei sem reação. Usava o filme como inspiração, dizendo para mim mesmo todos os dias, que era possível viver um grande amor, e que ele era capaz de vencer tudo.

Acho que por mais que a gente negue, somos incrédulos demais.Só acredinta na maioria das vezes no que é real. O fato do filme ser meio ficção fez com que todo o encantamento que eu nutria por ele passasse.
Hoje percebo que isso é bobagem. É possível sim viver um grande amor, onde ele supere todos os obstáculos da vida. Basta querer e acreditar, como os personagens do filme fizeram. No fundo, todos as histórias de amor são ficcionais, porque cada caso é um caso. O que acontece com uma pessoa, não que dizer que vai acontecer com outra. A situação é idêntica a de um filme ou de um livro.
Acredito que se alguém tem inspiração para criar histórias de amor tão lindas, nos temos para vive-las.

A verdadeira mente brilhante não é John Nash, mas Ron Horward. O diretor mostrou muita coragem ao extrapolar a historia de pessoas reais, tudo isso com a idéia de nos apresentar a grandeza e o poder do amor.
Quem ja amou um dia, ama Uma Mente Brilhante

Tropa de Elite?

Tropa de Elite,do diretor José Padilha já era sucesso antes mesmo de chegar aos cinemas. Por um motivo desconhecido até hoje, o filme caiu na net e muitos já haviam assistido antes mesmo do seu lançamento. A trama é a historia do Batalhão de Operações Especiais da Policia Militar do Rio de Janeiro. Tendo como personagem principal o Capitão Nascimento( Wagner Moura). O longa mostra todo o dilema na luta contra o trafico de drogas segundo a visão de um policial.

O filme é baseado no livro a Elite da Tropa. A obra e o filme têm algumas coisas em comum, mas nem de perto um é uma adaptação do outro. Lançado em 2007,Tropa de Elite foi um sucesso. Isso todos já sabem, mas o que me interessa é o que leva a população brasileira a eleger como ídolos policiais que torturam e matam sem nenhum julgamento.

Já li livros que contam casos do abuso de poder da Polícia Militar, como Rota 66 de Caco Barcellos. Pra mim, há diferenças entre a Rota e o Bope. O Bope mata porque está em guerra, a polícia matava porque era incentiva e blindada. A realidade nas grandes cidades brasileiras é complicada, o crime infelizmente toma conta, e na maioria das vezes a polícia esta em desvantagem.

O Brasil todo elegeu como o seu novo herói um capitão do Bope, que ao longo do filme comete vários crimes como aqueles que ele condena. E no livro é até pior, temos uma confissão de uma morte de uma criança. A desculpa é só uma, estamos em guerra e tudo vale para sobreviver. Nunca estive em uma cena de crime, muito menos em uma cidade em guerra, que é o caso do Rio. Entendo o que o drama que os Policiais passam, da mesma forma que eles ficam indignados com salário e condição de trabalho que lhes é proposta, a população pobre se revolta com a educação e segurança pública que ela tem. Então temos de um lado policiais insatisfeitos e o povo indignado. Um escolhe a violência, o outro o crime.

E nos? A gente acha lindo vê o violento matar o criminoso pobre e fudido. Essa é a nossa realidade. Enquanto aqueles que elegemos para nos defender se esconderem, vamos ter que nos contentar com heróis pouco cordiais.
No fundo, o Cap. Nascimento é não é o herói que a gente merece, mas o que a gente precisa.

A morte do diploma e do respeito

Hoje caiu por terra a lei que determinava que todo jornalista deve ter diploma. Com oito votos contra um, o STF atendeu a um recurso protocolado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal. Não vou explicar todo o processo, isso vocês podem verificar nos grandes sites de notícias. O que vou falar agora é o que eu penso sobre essa decisão do STF.
Eu sou um fã do jornalismo na internet, sempre fui e isso não vai mudar. Fico encantado com as possibilidades que essa mídia traz, é algo mágico. Gosto muito mesmo. Se tem um lugar que quero trabalhar é na internet. Mas porque estou falando tudo isso? Porque algumas pessoas vem usando a internet como arma para acabar com o uso do diploma e infelizmente elas conseguiram. A desculpa é que com o crescimento de blogs e sites, ficou provado que o diploma não é necessário para o exercício do jornalismo. Dentre tudo isso, o que me choca mais, é alguém falar que tal profissão não precisa disso e daquilo. Isso é uma falta de respeito. O pior, é que quem diz, não é jornalista. Se daqui há 15 anos, depois de mais de uma década como profissional eu disser que os 4 anos na faculdade de nada me valeram, tudo bem, a minha opinião pode ser até levada em conta, mas nunca a de juizes e outras pessoas que nunca pegaram uma pauta e fizerem uma reportagem.
O que mais me magoa, é que rebaixaram a minha profissão. O meu diploma não tira a liberdade de expressão de ninguém. As pessoas podem falar o que quiserem. Não estão levando a sério o jornalismo. Casos como o da escola de base parecem não servir como exemplo.
A ditadura militar acabou há mais de 25 anos. A ideia do diploma foi dos militares, numa tentativa de acabar com a liberdade de expressão. Escritores, músicos e intelectuais ficaram impedidos de escrever nos jornais brasileiros. Isso era censura, o que hoje não existe.
O fato de pessoas comuns escreverem em blogs não muda absolutamente nada. O que existe ali é opinião e não jornalismo. O jornalismo é informativo e não opinativo.
A solução pra mim está na mão dos grandes veículos de comunicação. É simples. Basta não contratar ninguém sem diploma. É O JUSTO.

Porque falar mal é tão bom?

A resposta para está pergunta eu não tenho. Realmente criticar instiga mais as pessoas do que elogiar. Isso já não é de hoje.
O que eu quero dizer com tudo isso, é que infelizmente, temos mais facilidade em ver os defeitos que as qualidades. Quando perdemos, a gente sempre diz: aquele time não é tão bom, ganharam porque jogamos mal. Qual o problema de reconhecer que alguém é melhor? O problema estar em não acreditar em si mesmo e não em desdenhar o outro. Tirando algumas pessoas, no resto somos todos iguais. Um dia você pode ganhar e no outro perder, sempre foi e sempre será assim. Da mesma forma que ficamos irritados quando dizem que nosso time ganhou roubado, as outras pessoas também ficam quando falamos algo nesse sentido.
Não existe nada pior no mundo que diminuir o esforço de alguém. Não é justo. Muitos dessas críticas vem da inveja e a insegurança. A maioria das pessoas nem sabem, mas agem de acordo com esses dois sentimentos.
Resolvi escrever isso baseado nas críticas que a minha Beija-Flor sofre de outros torcedores. A escola é perseguida na internet. Tudo isso porque somos bons. Quando o Salgueiro ganhou esse ano, as manifestações foram mínimas. Porque o título foi justo. Agora se outra escola ganha, o mundo acabava. Percebo isso também quando o Brasil ganha no futebol. Na vitória, todos se calam, mas quando perdemos, é um bafafá aqui e ali. Dunga não presta, Gilberto Silva tem que sair da seleção e tudo mais.
Também é importante ressaltar que as críticas são importantes. Não vivemos no mundo perfeito, muito menos em um país perfeito. O que me revolta é a discrepância entre elogios, críticas e a falta de ação. É muito fácil falar e por isso todos falam. Mas quantos vão as ruas lutar por seus direitos? Hoje na Espanha 60 mil pessoas entupiram a cidade de Sevilla, para pedir que o presidente do time local, o Bettis saia do comando. 60 mil pessoas, equivalente a população de muitas cidades espanholas. Na França, não importa a causa, o povo vai à rua. Isso é cultura, temos infelizmente o costume de falar e não fazer nada além de samba. Acho legal manter a cabeça erguida frente aos problemas, mas é preciso enfrenta-los também.
Pra mim, toda critica é bem vinda, se ela for feita com a intenção de ajudar, e não simplesmente pelo ato de falar mal. Isso que eu condeno. Julgar alguém negativamente só porque é legal é um ato baixo.
Vamos elogiar um pouco mais. Isso não faz mal a ninguém. E se der, vamos as ruas, o que é nosso tem que ser defendido com unhas e dentes.

7 anos atrás...

Na próxima quinta feira começa o US Open de Golf em Bethpage, Nova York. Este será o segundo major do ano. Há sete anos atrás, no mesmo torneio e no mesmo campo, eu começava a acompanhar o circuito americano de golf, o PGA Tour. Foi um grande campeonato, Lembro que o Tiger Woods liderou de ponta a ponta. Na última volta, ele jogou ao lado do espanhol Sergio Garcia, mas o seu grande adversário estava no grupo da frente, Phil Mickelson, também norte-americano. A torcida toda estava do lado do Phil, mas não adiantou. Tiger manteve a sua mente perfeita no jogo, e pela 8ª vez conquistou um major na sua carreira.
A partir daquele dia comecei a acompanhar esse esporte maravilhoso e esse grande golfista, que pra mim, é o maior atleta a pisar na Terra.
O que mais me impressiona no Tiger é que ele sabe o que quer. Desde que ele era uma criança, tinha em mente que queria ser o melhor golfista da história. No seu quarto, em vez de na parede estar pôster de super heróis ou de ídolos do esporte, estava todos os recordes de Jack Niklaus, na época, o maior golfista do mundo. Woods nunca se importou com dinheiro, fama ou sucesso.
Tiger tem uma mente perfeita. No esporte das amareladas, Woods nunca perdeu um major depois de entrar liderando na última volta. Algo absurdo. No US Open do ano passado esse monstro do golf mostrou porque ele é quem ele é. Jogando muito machucado, e enfrentando um golfista muito motivado, Tiger embocou dois putts decisivos. Um para levar para os playoffs e outro para empatar o playoff. Lembro quando Tiger embocou o 1º desses grandes putts, a câmera estava no Rocco Mediate. Se Tiger errase, Rocco vencia o campeonato. Quando Tiger embocou, Rocco olhou pro lado e disse: "Sabia que ele ia acerta". Woods não falha nas horas decisivas. Woods não cai nunca.
Mas o porquê de tanta força mental ? Seria Tiger alguém de outro planeta? Creio que não. Tiger é somente alguém que acredita no seu potencial, uma pessoa que sabe que por mais que ele esteja mal, é possível se recuperar.
O número de pessoas que conhecem e acompanham o golf no Brasil é pequeno. Por isso muitos não tem a dimensão do talento desse grande atleta. No golf, não existe adversário, é voce e o campo, só isso. Já vi grandes jogadores perderem torneios em 1 buraco, só no golf isso é possível. Você joga 71 grandes buracos e 1 ruim, esse ruim pode acabar com você. Não existe esporte no mundo que exige mais mentalmente dos seus atletas. É por isso que Tiger é muito bom. Há no circuito golfistas do mesmo nível ou até melhores que ele, mas simplesmente eles não conseguem jogar com ou contra Tiger.
Esse é Woods, um cara que sempre colocou seus objetivos na frente. Nada de dinheiro, mulheres e diversão. Tiger que ser o melhor e era será, porque ele batalha e luta por isso Tiger acredita nele, isso que o difere dos outros.

Não foi desta vez

O domingo estava uma droga, mais um dia como centenas na minha vida. E ainda por cima estava dando tudo errado. Tudo que eu botava fé, que podia fazer este dia tão normal se tornar especial, foi por água abaixo.
Até que eu ligo a Tv na ESPN. Estava passando a reprise do Sunday Nigth Baseball. Quando olho, o jogo estava bem adiantado. Imaginei, é normal, já que dois dos melhores pitchers se enfrentavam. Não dei mais atenção ao jogo, mas quando volto à sala e vejo, o Cliff Lee estava na sexta entrada e ainda não tinha sofrido nenhuma rebatida. O time dele vencia por 3x0, seria agora que eu realizaria o meu grande sonho de ver um no-hitter? O tempo foi passando e Lee jogando melhor e melhor. Ja tava dando como realizado o meu sonho. Até que o Yadier Molina consegue uma rebatida dupla contra o rigth field, era o fim de um sonho e de um dia.
Quando penso em tudo isso tiro varias conclusões. A primeira é que estou colocando a minha felicidade na mão de terceiros. É o Diego que tem que fazer do seu dia, um grande dia e não jogadores de baseball ou futebol. A segunda conclusão é que, o Lee venceu o jogo, nem tudo estava tão perdido. As vezes as coisas não acontecem como a gente imagina, mas isso não que dizer que a gente não possa tirar alguma coisa de tudo isto.
No fim, obrigado Molina, se você tivesse errado, eu estaria mais uma vez alegre por outros e não por mim.

Vitória somente a vitória

O que eu vou discutir agora é indiscutível. Vou soar hipócrita ou louco, mas é o que eu penso. Vou falar da vitória.
A vitória é querida por muitos e conquistada por poucos. Seja no esporte, ou na vida, vencer é o que interessa. Mas por quê ? Qual é o real motivo que faz com que a vitória seja mais importante que a ética ou que a justiça?
Acho que tudo isso está ligado a uma auto-afirmação, de que você só é melhor quando vence. Então vencer passou a ser o mais importante? Ser melhor é o que interessa? Parece que para a maioria é.
Ao longo da minha vida percebi que vencer não era tudo. Sempre que entro em uma disputa, quero ganhar, mas não ligo quando perco. Minha batalha é com o Diego Scorvo. É ele que quero derrubar. Meu objetivo é jogar bem, não importa com vitória ou derrota. O porquê disso? É muito simples. Respeito quem ta do outro lado. Acho que o importante é me esforçar, dar o meu máximo. Vencer ou perder depende de N motivos que não dizem respeito mais a mim.
Acho que a busca pela vitória está entrando em um terreno muito ruim. Maquiavel nos disse que os fins não justificam os meios. Mas com a vitória é diferente. Deixar dirigentes corruptos no poder, apoiar atletas sem ética, tudo isto é perdoado com as conquistas. No momento da celebração, isso não é notado, mas anos seguintes fica a marca dessa troca de valores. Observo estes problemas no esporte americano, onde diversos atletas agem como bandidos. Tudo isso porque há anos atrás receberam um tratamento especial porque eles eram bons. Como o grande Ken Carter disse, vencer jogos de basquete para alguns é mais importante que educar os jovens americanos.
A louca busca pela vitória acaba atrapalhando até quem usufrui dela, os grandes vencedores. John Wooden, um dos homens mais vencedores do esporte mundial não disse que desejava a todos os seus amigos 1 título universitário, e aos seus inimigos, 10, atoa. Vencer uma vez é bom, vencer duas ótimo e vencer sempre? Nem tanto.
Não sei porque escrevi tudo isso, como disse, estou sendo hipócrita, porque pra mim, só meus times e ídolos venciam. Acho que o esporte atingiu rumos bons e ruins ao mesmo tempo. Tudo hoje é confortavel, de boa qualidade, mas por outro lado, tudo ta tão ambicioso e anti-atletico que me irrita.
Quero terminar dizendo que há pessoas envolvidas neste meio. Deveríamos respeita-las mais. Vencer é importante, mas nunca a todo custo. Empregos, vidas e carreiras não podem ser perdidos pelo simples capricho de alguns. Vamos parar de criar Barbosas e Bill Buckners.